TIRA DÚVIDAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

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domingo, 27 de maio de 2012

Emprego de pronomes- teste tipo II


CENTRO DE ENSINO AMADO JOAQUIM
PROFESSORA: RONY FAIETH
ALUNO (a): _______________________


 
AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Inimigos
O apelido de Maria Teresa, para Norberto, era “Quequinha”. Depois do casamento, sempre que
queria contar para os outros uma da sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e
começava:
- Pois a Quequinha...
E a Quequinha, dengosa, protestava:
- Ora, Beto!
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha; se ela
estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela,dizia:
- A mulher aqui...
Ou, às vezes:
- Esta mulherzinha...
Mas nunca mais de Quequinha.
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O
tempo usa armas químicas.) Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por “Ela”.
-Ela odeia o Charles Bronson.
-Ah, não gosto mesmo.
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago
gesto da mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e apontar com o queixo.
- Essa aí...
E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém. (O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois a outra...) Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio
de lado com a cabeça e diz:
- Aquilo...
(Luis Fernando Veríssimo).
1)  Em relação ao texto acima, assinale a alternativa correta:

O diminutivo usado em Quequinha apresenta o mesmo valor semântico que o empregado em mulherzinha.
B) O texto demonstra a tese de que o tempo é aliado do casamento.
C) O pronome ela, empregado pelo marido em relação à esposa, revela uma atitude de distanciamento.        
D) O uso do pronome demonstrativo aquilo demonstra valorização do marido em relação à esposa.
E) Ao longo dos anos, o tratamento do marido dispensado à esposa expressa a proximidade entre ambos.

2. O pronome aquilo ( última linha) foi usado com o mesmo valor semântico do que está em destaque em:
a. Você sabe o que é aquilo brilhante lá no céu?
b. Você está falando do vendedor? Aquilo é um homem sem caráter.
c. Esse arquivo é aquele de que falávamos.
Estou dividida entre o Paulo e o Betão. Este me encanta com sua beleza, aquele pela delicadeza de suas palavras.

3.. Considerando o uso dos pronomes no texto, destaque a alternativa incorreta.
a. ... se ela estivesse ao seu lado. O pronome em destaque é possessivo adjetivo.
b. O amor tem mil inimigos, mas o pior dele é o tempo. Dele tem valor possessivo.
c. Usava um gesto de mão para indicá-la. O pronome em destaque faz referência a Maria Tereza.
d. O tempo captura o amor e não o mata na hora.A frase poderia ser reescrita sem erro de colocação de pronome assim: O tempo captura o amor e não mata-o na hora.
4. Leia a tira.
Quanto ao uso das classes gramaticais usados na tira é correto o que se afirma em todas as afirmativas, exceto:

a.   No primeiro quadrinho, o pronome usado para indicar o prédio onde há mulheres se trocando é pronome possessivo substantivo.
b.   No segundo quadrinho se destaca o uso de numerais ordinais
c.    No segundo quadrinho uma é numeral cardinal, pois indica quantidade.
d.   Outra, no segundo quadrinho, é pronome indefinido substantivo.

5. O tempo captura o amor e não o mata na hora. A palavra em destaque pertence à mesma classe da que está sublinhada em:
a. O tempo usa armas químicas.
b. Se ele quisesse se referir a ela...
c. O amor tem mil inimigos
d. Usava um vago gesto de mão para indicá-la.

6. Leia a estrofe:
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda.
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

(Álvares de Azevedo)

A característica do Romantismo mais evidente desta quadra é:


a. idealização da mulher.
b. O espiritualismo
c. O pessimismo
d. escapismo


7.(PUCRS) Para responder à questão, leia o trecho abaixo extraído de Navio Negreiro, de Castro Alves, e as alternativas.
Era um sonho dantesco!... o tombadilho,
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras, moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

Nesse fragmento, o poeta

I. denuncia a permanência do tráfico de escravos, embora esse tenha sido proibido pela Lei Eusébio de Queirós, de 1850.
II. descreve a luta dos negros, transportados no navio, contra os seus opressores, apontando para a possibilidade de libertação.
III. usa as exclamações como suporte para o tom de indignação e repúdio ao ato escravocrata.
IV. alude, com a expressão “sonho dantesco” ao “Inferno”, de A Divina Comédia, para enfatizar o drama dos condenados à escravidão.
As afirmativas corretas são


Parte superior do formulário
a)   I e II.
b)   I e IV.
c)   II e III.
d)   III e IV.
e)   I, III e IV.


Parte inferior do formulário
 8. (FEI-SP) Em qual das alternativas há erro na caracterização do autor?
a. Álvares de Azevedo escreveu poemas que falam de amor e de morte, tédio e spleen.
b. Fagundes Varela é considerado um poeta de transição entre a segunda e a terceira geração
c. Castro Alves, conhecido como poeta condoreiro, escreveu também poemas de amor. Neles a mulher é sempre um anjo, distante, inatingível; o amor não é concretizado.
d Gonçalves de Magalhães pertence a primeira geração romântica brasileira conhecida como nacionalista.

9. (UFRS-RS)
“Tristeza
Por favor, vai embora
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar.”
Nos conhecidos versos da canção popular, o eu lírico situa-se em oposição a uma das características do Romantismo:
a)ênfase no aproveitamento poético da paisagem local.
b)não-conformismo aos valores estabelecidos.
c)gosto pela melancolia e pelo sofrimento.
d)culto à razão, em detrimento das emoções.


10(ENEM)
Páris, filho do rei de Troia, raptou Helena, mulher de um rei grego. Isso provocou um sangrento conflito de dez anos, entre os séculos XIIIe XII a.C. Foi o primeiro choque entre o ocidente e o oriente. Mas os gregos conseguiram enganar os troianos. Deixaram à porta de seus muros fortificados um imenso cavalo de madeira. Os troianos, felizes com o presente, puseram-no para dentro. À noite, os soldados gregos, que estavam escondidos no cavalo, saíram e abriram as portas da fortaleza para a invasão. Daí surgiu a expressão “presente de grego”.

DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.

Em “puseram-no”, a forma pronominal “no” refere-se.

(A) ao termo “rei grego”.

(B) ao antecedente “gregos”.

(C) ao antecedente distante “choque”.

(D) à expressão “muros fortificados”.

(E) aos termos “presente” e “cavalo de madeira”.


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